sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Para Ti

Somos o alfabeto com o qual Deus quer escrever a sua história....

S. Martinho de Dume... Um estrondo

Se começas a ler... n vais conseguir parar...
Não procures granjear a amizade de alguém por meio da adulação, nem permitas que outros por meio dela granjeiem a tua. Não sejas ousado nem arrogante; submete-te e não te imponhas; conserva a serenidade e aceita de boa mente as advertências e com paciência as repreensões. Se alguém te repreender com razão, reconhece que é para teu bem; se o faz sem motivo, admite que é com boa intenção. Não temas as palavras ásperas, mas sim as brandas. Emenda-te dos teus defeitos e não sejas curioso indagador ou severo censor dos alheios; corrige os outros sem incriminação, prepara a advertência com mostras de sincera simpatia, e ao erro dá facilmente desculpa.Não exaltes nem humilhes pessoa alguma. Sê discreto a respeito do que ouves dizer e acolhedor benévolo dos que te querem ouvir. Responde prontamente a quem te pergunta e cede facilmente a quem porfia, para que não venhas a cair em contendas e imprecações.Se és moderado e senhor de ti mesmo, vigia sobre as moções do teu ânimo e os impulsos do teu corpo, evitando todas as inconveniências; não os ignores pelo facto de serem ocultos; pois não importa que ninguém os veja, se tu de facto os vês.Sê flexível, mas não leviano; constante, mas não teimoso. A tua ciência não seja ignorada nem molesta. Considera a todos iguais a ti; não desprezes os inferiores com altivez, e não temas os superiores, se vives rectamente. Em matéria de obséquios e saudações não te dispenses nem os exijas. Para todos deves ser afável; para ninguém, adulador; com poucos, familiar; para todos, justo.Sê mais severo no discernimento do que nas palavras e mais nobre na vida do que na aparência. Afeiçoa-te à clemência e detesta a crueldade. Quanto à boa fama, não apregoes a tua nem invejes a alheia. Sobre rumores, crimes e suspeitas não sejas crédulo nem inclinado a pensar mal, mas opõe-te decididamente àqueles que com aparente simplicidade maquinam a difamação alheia.Sê tardo para a ira e fácil para a misericórdia; firme nas adversidades, prudente e moderado nas prosperidades; ocultador das próprias virtudes, como outros o são dos vícios. Evita a vanglória e não busques o reconhecimento das tuas qualidades.A ninguém desprezes por ignorante. Fala pouco, mas tolera pacientemente os faladores. Sê sério mas não desumano, e não menosprezes as pessoas alegres.Sê desejoso da sabedoria e dócil. Sem presunção, ensina o que sabes a quem to pedir; e sem disfarçar a ignorância, pede que te ensinem o que não sabes.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Uma pessoa.... "normal"

Pode dizer-se que uma pessoa é psicologicamente normal quando, em comparação com os traços fundamentais que caracterizam a fase etária e psicológica em que se situa, não revela "grandes" falhas.
A pessoa adulta psicologicamente normal:
* É emocionalmente madura e equilibrada; não se mantém numa atitude excessivamente fixa; pensa e age como uma pessoa em situação semelhante; tem um objectivo na vida.
* Encara o lado duro da vida com realismo; é lúcida para ver que a vida é exigente e complexa. Na dureza, consegue descobrir e saborear os outros aspectos/dimensões da vida.
* Ganha honradamente a vida, apreciando devidamente as múltiplas facetas do lazer e do trabalho. Sabe estar só e gosta do convívio social.
* Tem temperamento flexível. É compreensiva e tolerante; desculpa o que é de desculpar e exige o que é de exigir. Não é cínico, nem intriguista.
* Não age impulsivamente; emite juízos ponderados e oportunos; tem capacidade para tomar decisões razoáveis e inteligentes.
* Possui bom humor, sabe manifestá-lo e, à sua volta, irradia confiança.
* Mantém uma atitude saudável perante a vida e perante as pessoas.
* É capaz de conviver normalmente com a solidão entendida como diálogo com o silêncio; solidão que “é oportunidade e liberdade de ser ele mesmo, de traçar nitidamente as minhas fronteiras para poder ser eu e, ao mesmo tempo, estar de verdade com os outros e poder dizer-lhes o meu silêncio e a minha palavra”.
Em conclusão, a pessoa adulta normal sabe apreciar-se a si mesma, revela uma personalidade capaz de sentir satisfação pelo trabalho que realiza, não manifesta sintomas de graves conflitos mentais, sejam eles da área do distúrbio, da neurose, ou da histeria.
O Papa João Paulo II, em documento recente, define assim a pessoa adulta: "Considera-se, justamente, que uma pessoa chegou à idade adulta, quando consegue discernir, por seus próprios meios, entre o que é verdadeiro e o que é falso, formulando um juízo pessoal sobre a realidade objectiva das coisas." (F.R. 25)
sebenta de psicologia pastoral

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Um mal nc vem só

Arrogância: tendência para dominar os outros
para além dos próprios e legítimos direitos e méritos
João Paulo II

Ainda o documento da congragação (educ. Cat.)

Problemas que podem aparecer nos candidatos (ao seminário/sacerdócio)
Distúrbios psicológicos, desiquilibrios, contradições.
Excessiva dependência afectiva, agressividade desproporcionada, insuficiente capacidade para ser fiel às responsabilidades assumidas, dificuldade de estabelecer relações serenas de abertura, confiança e colaboração fraterna, falta de liberdade nas relações, falta de lealdade.
Identidade sexual confusa ou ainda mal definida (tendências homossexuais fortemente radicadas).
(do encontro formativo de quinta 27)

tipo... um poust*

Alevantar
O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come por parvo!... Alevantei-me e fui-me embora!'.
AspergicMedicamento
português que mistura Aspegic com Aspirina.
Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair no cimento.
Capom
Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
Disvorciada
Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.
É assim…Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.
Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.
Êros
Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Falastes, dissestes, …Articulação na 4ª pessoa do singular.Ex.: eu falei, tu falaste, ele falou, TU FALASTES.
Fracturação
O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial.Casa que não fractura... não predura.
Inclusiver
Forma de expressar que percebemos de um assunto.E digo mais: eu inclusiver acho esta palavra muita gira.Também existe a variante 'Inclusivel'. Mô A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'.Ex.: Atão mô, tudo bem?NhaAssim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA. Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer 'Nha Mãe' e é uma poupança extraordinária!
Númaro
Já está na Assembleia da República uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!
Parteleira
Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.
Perssiunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol.Ex.: 'Sou perssiunal de futebol'.Dica: deve ser articulada de forma rápida.
Pitaxio
Aperitivo da classe do 'mindoím'.
Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um "prontus"!Fica sempre bem. PrutugalPaís ao lado da Espanha. Não é a Francia.
Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos nosso pseudo-intelectuais.Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.
Stander
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis. O 'stander' é um dos grandes clássicos do 'português da cromagem'…
Tipo
Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo. É assim... tipo, 'tás a ver?
Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.
Inquipa Uma equipa que precisa de inverter o seu modelo.
grande Desfesa
Uma defesa forte

in lampada azul (blogspot)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Moçambique (por: Pe. José António)

A minha aventura em Moçambique

O sonho concretizou-se! Depois de alguma insistência com os nossos bispos, e de aprender que a obediência é o único caminho para construir comunhão em Igreja, parti para Moçambique por mês e meio, confiando aos cuidados do neo-sacerdote P. Filipe a paróquia de Penedono.
Durante um ano, fui-me preparando espiritualmente com a Sociedade Missionária da Boa Nova. A minha ansiedade era grande e por isso levava muitas expectativas e interrogações. Cheguei a Maputo e fiquei a trabalhar com o P. Jorge Anastácio, em duas paróquias com cerca de 300 mil habitantes.
O trabalho foi intenso e apaixonante. Na área social, destacaria o apoio a nove projectos, com o dinheiro das ofertas que nos fizeram e o resultado de uma quermesse realizada na semana cultural do Centro Social Paroquial de Penedono.
Os projectos apoiados, foram na lógica do micro-crédito. Entregámos o dinheiro ao Centro Social da Missão e esta, por sua vez, acompanhará localmente os projectos, ficando as pessoas beneficiadas a pagar mensalmente duzentos meticais (6 euros), até amortizarem o empréstimo que será novamente reinvestido. Dois mil e duzentos e trinta euros deu para pagar a construção de uma casa, um aviário, colocar a luz eléctrica em duas casas, comprar duas arcas frigoríficas a duas famílias, um gerador, e também adoptar cinco crianças, pagando 10 euros mensalmente por criança, e assim permitir que elas possam frequentar a escolinha, alimentar-se, e crescerem saudáveis.
Contando esta experiência em diversas escolas e paróquias, mais 14 outras adopções já foram possíveis, havendo grande abertura para aderir a este projecto simples e credível, visto que existe uma estrutura ligada à Igreja, que no terreno acompanha estas crianças.
No plano religioso, tive a sorte de acompanhar o arcebispo de Maputo, D.Francisco Chimoio, na visita pastoral à paróquia de Mavalane, durante uma semana. Este prelado esteve preso pela Renamo, foi colocado numa cruz como Jesus para ser crucificado, mas foi depois liberto graças à pressão internacional dos meios de comunicação social.
Ao ver a acção dos missionários no terreno, um oásis no meio de tanta miséria, fiquei com mais amor à nossa Igreja de Jesus Cristo, que faz opção preferencial pelos pobres sem reivindicar louros ou qualquer outro reconhecimento. Descobri com este povo que, o Evangelho permite discernir os valores perenes de cada cultura e também aquilo que precisa de ser purificado. Na celebração duma semana Paulina, aprofundei o amor gratuito de Deus, que vai para além de todo o legalismo e utilitarismo. Por isso, só os pobres e pecadores, que se apresentavam sem méritos diante de Jesus, compreendiam esta gratuidade sem limites.
Percorri ruas e vi pessoas muito pobres, mas com um grande coração e heroicidade para tentarem sobreviver no meio de tanta miséria. A sua alegria e festa fizeram-me descobrir e valorizar a generosidade de Deus para comigo.
Regressei. E participando na assembleia do clero, ouvi com entusiasmo o nosso bispo sentindo-se responsável pela Igreja universal, convidando os sacerdotes a reflectir sobre a forma de partilhar com outras dioceses e missões o seu clero diocesano; compreendi que a obediência à Igreja, pode gerar experiências duradouras que será necessário aprofundar e descobrir, mais do que percorrer aventuras individuais e caprichosas com as nossas lindas ideais, mas com pouco sentido de comunhão eclesial.
Aprendi muito! Ao regressar, verifiquei que a paróquia de Penedono estava melhor, graças ao bom trabalho realizado pelo padre Filipe nos primeiros dias do seu sacerdócio.
Na continuidade do apelo do nosso bispo, gostava de lançar um desafio: porque não a diocese assumir uma paróquia em África, promovendo o voluntariado de tantos jovens da nossa terra e enriquecendo os sacerdotes com abertura de horizontes, contactando com outras experiências e culturas? Mais uma paroquia? Que tal…? O nosso bispo abriu a porta. Estará a nossa geração preparada para este desafio?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O modelo

Quanto tempo devemos rezar?
O que é rezar?
Quanto empo Jesus rezou?
E São Paulo?
Atenção ao modelo para que não aconteça que não haja tempo para a caridade...

Futuro? não, presente

Todos nós temos uma certa sencibilidade a um determinado tipo de coisas ou frases. Hoje, como em muitos outros dias, ouvi falar de jovens como futuro, de seminaristas como futuro da Igreja... Ora aqui está o primeiro engano e um erro colossal... Os jovens são o presente... e os seminas também são já presente da Igreja. Quando se pensa assim, não se aprecia o trabalho e o modo próprio da juventude... e próprio do seminarista... e esquecem-se que a maior parte das instituições de voluntariado são servidas por jovens... Pois é... Não é o futuro... é o presente... Não antecipemos as coisas, mas também não adiemos indefinidamente...

Festa dos pais... the last

Mais uma festa dos pais,,,, a última!
Esperava-se uma manhã de belas palavras, de formadores e colegas e assim aconteceu...
Esperava-se uma Eucaristia bem participada e assim aconteceu...
Esperava-se uma tarde de convivio e recreio... e isso não aconteceu.
Apenas o sexto ano, invariávelmente, deu algum teor recreativo e de são convívio ao encontro da tarde. Fizemos um resumo da nossa passagem no seminário. Desde os primeiros passos de caloiros em 2003, passando pela investidura das alvas, pelas festas de natal e Tainas", terminando recordando colegas e formadores que foram saindo... O Ricardo, o Sebastião, mais recentemente o Ant. Luis. Isto foi também uma homenagem a eles e ao seu espírito seminaristico, ainda que longe das paredes desta casa. Que saudades deles, das tainas, das discussões, de verdadeira amizade.
Houve quem preferisse declamar poemas, fazer um diaporama de 10 minutos sobre Cristo como luz do mundo ou da graça. TEmas muito interessantes... mas... era de convivio que estavamos a espera.
Tivemos mesmo oportunidade de receber os parabens quer dos formadores, quer dos pais, as pessoas mais importantes da festa, quer até de convidados nomeadamente de um sucessor dos apóstolos.
Fomos 6º ano. Temos uma identidade. Somos um grupo. Somos amigos. Reconhecemos limitações mas procuramos fazer caminho.
Deixem-me dizer... tenho orgulho em ser do sexto ano. Em ser condiscipulo do André, do Filipe, do Bernardo e do Tiago... E isto vem de dentro, do fundo, e é recíproco. Mesmo quando alguém se prefere demarcar, não assumindo o que faz, não sendo quente nem frio, mas morno, para não escaldar nem gelar, eu assumo... tb participei.