segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Festa dos pais... the last

Mais uma festa dos pais,,,, a última!
Esperava-se uma manhã de belas palavras, de formadores e colegas e assim aconteceu...
Esperava-se uma Eucaristia bem participada e assim aconteceu...
Esperava-se uma tarde de convivio e recreio... e isso não aconteceu.
Apenas o sexto ano, invariávelmente, deu algum teor recreativo e de são convívio ao encontro da tarde. Fizemos um resumo da nossa passagem no seminário. Desde os primeiros passos de caloiros em 2003, passando pela investidura das alvas, pelas festas de natal e Tainas", terminando recordando colegas e formadores que foram saindo... O Ricardo, o Sebastião, mais recentemente o Ant. Luis. Isto foi também uma homenagem a eles e ao seu espírito seminaristico, ainda que longe das paredes desta casa. Que saudades deles, das tainas, das discussões, de verdadeira amizade.
Houve quem preferisse declamar poemas, fazer um diaporama de 10 minutos sobre Cristo como luz do mundo ou da graça. TEmas muito interessantes... mas... era de convivio que estavamos a espera.
Tivemos mesmo oportunidade de receber os parabens quer dos formadores, quer dos pais, as pessoas mais importantes da festa, quer até de convidados nomeadamente de um sucessor dos apóstolos.
Fomos 6º ano. Temos uma identidade. Somos um grupo. Somos amigos. Reconhecemos limitações mas procuramos fazer caminho.
Deixem-me dizer... tenho orgulho em ser do sexto ano. Em ser condiscipulo do André, do Filipe, do Bernardo e do Tiago... E isto vem de dentro, do fundo, e é recíproco. Mesmo quando alguém se prefere demarcar, não assumindo o que faz, não sendo quente nem frio, mas morno, para não escaldar nem gelar, eu assumo... tb participei.

6 comentários:

Filipe disse...

Agradeço e o sentimento é o mesmo!
Um grupo com pessoas e ideias diferentes, mas com o mesmo objectivo! Ainda bem, que não pensamos e agimos da mesma forma! O importante é saber respeitar cada amigo e a ideia de cada um!
Por vezes aqueles que não estão frios nem quentes, são os que equilibram, gostam da brincadeira e da seriedade! O importante é que não dizem que não, dão a cara e defendem sempre o grupo! O colectivo é mais importante que o individual!
Fica aqui, a minha gratidão por fazer parte deste grupo, deste ano e de ter estes amigos! Cada um com os seus pensamentos, forma de vida e de acção, mas acima de tudo, com muito amor para dar aos seus amigos e à Igreja!
Que tenhamos sempre força e coragem para O seguir e sermos testemunhas vivas no Mundo!
Obrigado
Filipe

Anónimo disse...

Acima de tudo fico feliz por vós. Fico ao mesmo triste porque dAqui a sensivelmente seis meses ides partir daquela casa, ainda que fiqueis sempre no meu coração, e na lista telefónica (não vos ides livrar de pagar umas boas tainas). Pois bem, admiro a vossa coragem e a vosso empenho em tentardes tornar o Seminário uma casa melhor. Por vezes(quase sempre, ok!) isso não deu, mas a culpa não é totalmente nossa. Infelizmente o molde escolhido por alguns dos nossos não foi o molde á imagem de amor e da caridade. Não vivem o que rezam, mas volto a repetir a culpa não é nossa.
Quanto ao diaporama, quero-vos dizer que transmitistes cá para fora, na tela, aquilo que se passa no nosso coração. Aquilo sim é amizade, aquilo sim é viver em harmonia. Felizmente vivi grandes e bons momentos com todos. Só espero é que o nosso desfribilhador funcione e consiga reanimar a mortandande de alegria e amizade que está patente em alguns... Abraço

João da rua das alminhas

André disse...

Obrigado amigo e colega Giroto! Lembraste-te de escrever sobre a nossa última festa dos pais. Nela fomos autênticos; fomos nós mesmos... Não andamos lá com "graxismos" e a "puxar o lustro" como muitos fizeram. Foi bastante triste e ridículo... Sim! É com esse espírito que vivemos e fazemos as coisas... E temos que continuar assim! Juntos e verdadeiros... Sem medo e coragem. TODOS!

Pe. José Miguel disse...

Caro Giroto. Foi através de ti que recebi o convite para estar no passado dia 1 de Dezembro no NOSSO SEMINÁRIO. Fui com alegria! Era o meu aniversário. Trinta anos que queria que fossem passados no meio dos meus amigos e da minha família. Viver esta Festa após 5 anos, fez-me recordar também a minha passagem por essa Casa. Que saudades. A motivação é a mesma de sempre, o espírito é diferente.
As palavras sábias e mestras (as únicas que tive oportunidade de ouvir) do senhor Reitor, tocaram-me. No entanto, são tão exigentes que dificilmente as podemos viver. A Eucaristia, intensa e emocionada. Dez anos passaram sobre esse dia para mim. Momento BELO, VERDADEIRO e ÚNICO de encontro com o Senhor. O almoço, novamente um momento de comunhão e partilha. Que bom ver os pais junto dos filhos, na casa que também é deles. A tarde (Cultural e recreativa) como se afirmou, fria, pobre e tudo menos recreativa. Que vazio eu senti! Salvou-se o vosso diaporama. E dou-vos os parabens por trazerem à memória os amigos passados. Eles (os amigos) do Seminário, são os amigos de sempre. Que belo testemunho de amizade. Os poemas (nem todos), profundos! Não sentidos, nem vividos, porque ninguem pode falar daquilo que não sente, nem viveu ainda. Os diaporamas, profundos! Enfadonhos, descontextualizados, desligados do momento, da Festa, do cultural e do recreativo. Onde está a arte dos seminaristas? O canto, a música, o teatro, o riso, a alegria. Um padre triste é um triste padre! Naturalmente, um seminarista triste é um triste seminarista. Cantem os de fora que pelo menos levamos no coração e na alma, as saudades, a nostalgia e o tempo que não volta mais!

Anónimo disse...

Meu caro Giroto:

Também eu tenho muito orgulho no sexto ano.É verdade que somos bastante fraquinhos e limitados.Já deviamos ser muito melhores.Enfim, o caderno de encargos das nossas almas é grande.Mas lá vamos sabendo que a vida interior não se exibe a aplausos.É demasiado vulnerável e nós demasiado dados à vaidade para tamanho risco.
Gd abraço, Bernardo Maria

Anónimo disse...

Um artigo repleto de verdade e a recordar para tempos vindouros...A amizade é um laço forte que resiste a qualquer tesoura...Felizmente, o ano de teologia em que estou inserido sustenta um laço enorme que apesar de ter sido alvo de tentativas de corte nunca desabou...Limitados? Sim, podemos ser. Mas grandes na amizade, no testumho e no reconhecimento daquilo que somos...é assim que o seminário em família deve ser, é assim que Cristo quer...
Abraço amigo...Tiago Cardoso
www.tiagocardoso.blogspot.com