terça-feira, 18 de março de 2008

Sem "Novas oportunidades"

Hoje fui com uma amiga a uma reunião para a qual tinha sido convocada pelo instituto do emprego e da formação profissional para uma oferta de emprego. Estavam mais de cem pessoas, todas do sexo feminino, para encontrar o emprego tão desejado por umas e tantas vezes rejeitado por outras.
Este procedimento que começou com o actual governo foi criado para as estatísticas. As pessoas são obrigadas a estar nestas reuniões onde são lançados apenas 2 ou 3 empregos para mais de cem pessoas. Sabe-se que isto existe apenas para algumas pessoas irem desistindo destes procedimentos que não levam a emprego, pelo que vão diminuindo os inscritos sem que com isso diminua o número de desempregados. Num país onde se falha tanto a matemática aparecem uns iluminados a brincar às estatísticas. À semelhança do que acontece nesta questão, o mesmo instituto que criou as famosas “novas oportunidades” que se rege pelo mesmo critério. As pessoas não vão aprender mas sim mostrar o que sabem, uma espécie de 9º ano honoris causa. Desta forma mantém-se a formação mas aumenta-se o grau de escolaridade. Pelo que não vai haver pessoas melhor qualificadas mas apenas com um grau diferente daquele que é real. ~e tudo isto para termos governantes a dizer que aumentaram o número de pessoas com o nono ano em mais uma operação estatística. Já para não falar que estas pessoas boas que não sabem o que é um rato de um pc têm direito a um computador portátil e ligação à internet ao contrário de qualquer estudante universitário. Engraçado, não é? E “novas oportunidades” para os 75000 desempregados licenciados? E que tal pensar ajudar empresas a instalarem-se no interior? Até era engraçado para as ESTATÍSTICAS.

1 comentário:

figuinho disse...

Boa!