quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Convívio fraterno (II)

Quando tomei a decisão de ir ao convívio informei o meu director espiritual, o meu vice-reitor e pedi ao meu pároco. Depois do seu sim, inscevi-me, ou melhor, pedi à minha afilhada para me inscrever. Apenas ela e uma amiga que também ia sabiam. Nem mesmo o padre que fez a inscrição sabia que era eu, da mesma forma que os meus amigos que iam tanto queriam saber tinham a certeza que eu não ia. Pois isto de ter quatro nomes é uma chatice, que o diga quem tem de nos apresentar publicamente. Desta forma, quando toda a gente procurava um António Giroto ou até um Jorge Giroto, não encontravam, porque quem lá estava era um tal António Gomes.
Não foi fácil convencer ninguém, quando já me apetecia dizer que ia. Admiração maior no acto de inscrição quando uma amiga encarregue dessa tarefa me disse que eu não estava inscrito, que não adiantava brincar porque ela sabia que eu nunca faria o convite. Por insistência minha foi chamar os maiores que depois de eu explicar que estava inscrito e queria, dialogaram e deliberaram aceitar-me com um seco: “-Ele pode”. Respondia com um sorriso aos olhares desconfiados e lá ia buscar a mala.
Via caras conhecidas, quer na equipa, quer entre os pré-convivas. Alegres mas não sem desconfiança pelos três dias que iriam viver ali, iam chegando apenas com uma certeza – todos os que saíram daqui disseram que valeu a pena e que foi um momento marcante das suas vidas. Afinal, também era por isso que eu estava ali.
Bem acolhidos, fomos finalmente apresentados fraternalmente num ambiente de convívio, como não podia deixar de ser. Daqui ao encerramento foi tudo muito rápido e tudo muito bom. A estrutura constituía um todo, bem elaborado, cheia de unidade. Um conjunto de propostas preencheu o nosso interior. Não houve novidades nos conteúdos, a não ser para alguns, mas houve uma nova forma de apresentar Deus, para todos. Porque se falava do mais importante estávamos atentos, para não deixarmos fugir nada. O fio condutor nunca se perdeu e levou-nos ao tal encontro tríplice. Gostava de vos falar mais sobre os momentos de felicidade que nos envolveram e que os convivas tão bem compreendem e sentem, mas para não ser injusto convosco, não o faço. Digo-vos apenas que vale o esforço ou até o sacrifício que fazemos para deixar tudo e ir ter com Deus que está ali à nossa espera com a sua mão estendida.

4 comentários:

Anónimo disse...

K giro... :)é a primeira vez k falam de mim num blog...embora k de forma subtil... :) kem lê não saberá k é a mim k te referes... :)
Tu sabes quem sou...os outros n precisam... :p
Um obrigado, sincero...
Conta sempre comigo

Jorge disse...

Eu é que tenho de agradecer.. beijinho... Conta com Ele e comigo

Anónimo disse...

custou um pouco inscrever t sem k percebexem k eras tu...mas d facto consegui...nem val a pena dixer k valeu mt a pena o k eu fix, k tu xabes, p ires...pk o melho agradecimento tava no teu olhar quando olhas t p mim nakele 3 dia:)
Eu estarei aki sempre...bjinhos

Anónimo disse...

Esse teu (bom) hábito de estares sempre a brincar com um ar sério tornou ainda mais difícil perceber que, sim, tu ias fazer o CF. Acredita que só quando te vi entrar na sala é que acreditei. :)
Quanto ao texto... Sabes, eu gosto de ler, ainda mais quando são pessoas minhas conhecidas, ainda mais quando elas escrevem bem... E ainda mais quando escrevem sobre coisas que eu também vivi, que eu vivi com elas. :)
Vou voltar, podes ter a certeza! :)
Um beijinho fraterno, Joaninha :)